Paraiso Moda Bebê:
Um lugar de oportunidades.
A história da empresa que mudou a trajetória de uma cidade.

- Capítulo 1: Empresa que mudou a trajetória de uma cidade
- Capítulo 2: A primeira cliente de moda bebê
- Capítulo 3: O nome
- Capítulo 4: A primeira ajuda
- Capítulo 5: A família é o futuro
- Capítulo 6: Capital da Moda Bebê
- Capítulo 7: Os produtos
- Capítulo 8: A moda das novelas
Capítulo 1: A história da empresa que mudou a trajetória de uma cidade
Eu tinha apenas 17 anos e meu esposo disse que não tínhamos condições de comprar o enxoval do meu bebê, assim percebi que eu teria que ir a luta.
Tudo começou quando Celma de Assis Rossato, uma jovem recém casada descobriu que seria mãe. Eram tempos difíceis onde as pessoas que moravam no interior dependiam da agricultura para sobreviver. "Eu tinha apenas 17 anos e meu esposo disse que não tínhamos condições de comprar o enxoval do meu bebê, assim percebi que eu teria que ir a luta", conta Celma.
O esposo de Celma, Eugênio Rossato trabalhava em uma cooperativa na cidade de Palotina, foi lá que ela plantou a primeira semente do que mais tarde se tornaria o negócio de sua vida. A empreendedora fez um curso de corte e costura e após bordado destinado a parentes dos funcionários da empresa, assim descobriu sua habilidade para a confecção.
Acostumada com a vida no campo, Celma não sabia muito sobre a rotina da cidade de Terra Roxa, oeste do Paraná, mas tinha uma certeza, seu filho não poderia nascer sem um enxoval. "Precisei confeccionar o enxovalzinho do meu bebê, usando muita criatividade. Utilizei até nossos próprios lençóis por falta de dinheiro para comprar tecido", relata.
Preocupada com todos os detalhes, Celma procurou sua vizinha que confeccionava roupas para bonecas. Foi com ela que conseguiu a modelagem para costurar e bordar o enxoval do primogênito, Jean de Assis Rossato.

Quando nasceu, o primeiro filho de Celma desfilava os modelos produzidos pela empreendedora. A qualidade e os detalhes das roupinhas renderam muitos elogios. "Descobri que levava jeito para confeccionar as peças, mas não pensava em trabalhar fora", expõe.
Com uma criança pequena, Celma recebeu mais um empurrão para levar seu negócio adiante. Aos 19 anos, descobriu que estava grávida pela segunda vez e que além do produzir o enxoval da filha, teria que fazer muito mais. Ajudar o esposo a salvar sua casa, que precisaria ser vendida caso as condições da família não melhorassem. "A minha primeira atitude foi procurar um emprego, mas antes que eu começasse, o Eugênio decidiu me dar força para trabalhar com a confecção".
Levava minhas sacolas cheias e vendia nas cidades vizinhas - Palotina, Toledo, Marechal Cândido Rondon e Guaíra.
Como o material para a produção de roupas de bebê tem um custo mais elevado, a empresária começou a bordar panos de prato. Com o lucro de alguns meses, ela começou a investir nos primeiros "cheirinhos" para bebês. "Levava minhas sacolas cheias e vendia nas cidades vizinhas - Palotina, Toledo, Marechal Cândido Rondon e Guaíra", relembra Celma.
Com o passar do tempo, a produção de panos de prato deu lugar a novas peças, como babadores, calcinhas de cambraia, casaquinhos, fraldas, cueiros e mantas. O interesse dos clientes fez com que Celma percebesse que era o momento de buscar novidades. Aos 25 anos, grávida do terceiro filho, a empreendedora aproveitou para fazer sua primeira viagem à São Paulo e comprar peças para servir de inspiração para o enxoval de seu bebê.
Capítulo 2: A primeira cliente de moda bebê
As roupas eram diferentes do que vendia na minha loja, primeiro pensei em vestir meu bebê, depois percebi que trabalhar com aquelas peças me trariam um bom retorno.
Érida Maria Balsan
Carregado de atitude, o espírito empreendedor de Celma fez com que uma viagem de compras, se tornasse uma boa oportunidade para os negócios. "Em uma das lojas onde estive, a gerente também estava grávida, aproveitei que estava com os meus produtos e decidi mostrar", comenta. "Ela adorou, ficou com as peças para vender e dentro de poucos dias ela me ligou pedindo mais", completa.
A Brayotex, hoje Bela Criança, tornou-se a primeira cliente de atacado. Localizada em São Paulo, a loja continua vendendo os produtos fabricados na cidade paranaense. "As roupas eram diferentes do que vendia na minha loja, primeiro pensei em vestir meu bebê, depois percebi que trabalhar com aquelas peças me trariam um bom retorno", diz Érida Maria Balsan, gerente da loja.
Capítulo 3: O nome
Contando sempre com o apoio de seu esposo Eugênio Rossato, a ideia de uma pequena empresa foi ganhando forma. As primeiras peças foram produzidas dentro de sua própria residência. A partir daí, surgiram os primeiros clientes que admirados com a beleza dos detalhes e bordados referiam-se ao pequeno quarto, onde estavam expostos os produtos, como sendo um "Paraíso". Dessa admiração pela qualidade, beleza e conforto, a confecção começou a ser chamada de PARAISO.
Surgiram os primeiros clientes que admirados com a beleza dos detalhes e bordados referiam-se ao pequeno quarto, onde estavam expostos os produtos, como sendo um "Paraíso"
A Paraiso alavancou a economia do município. Com a chegada do quarto filho do casal Rossato, Eugênio precisou sair da cooperativa para ajudar na administração do negócio.
Hoje a indústria possui 10 unidades de produção, que empregam mais de 800 colaboradores diretos com sua produção sendo distribuída por todo país. "Meu pai, José Anor de Assis, sempre quis que seus filhos buscassem um trabalho como autônomos, consegui realizar o sonho dele", conta Celma.
Capítulo 4: A primeira ajuda
Quando as vendas aumentaram, Celma percebeu que precisaria de ajuda. A costureira Luzia Domingues Pinto, foi uma das primeiras funcionárias da empresa. "Quando iniciamos a produção fazíamos poucas peças e o local era bem pequeno, sinto orgulho de ter trabalhado na empresa que se transformou na maior da cidade", diz Luzia.
Celma ensinou muitas pessoas e grande parte de seus antigos funcionários abriram seu próprio negócio. Com mais de 50 indústrias, a cidade de Terra Roxa é considerada a capital da moda bebê.
Capítulo 5: A família é o futuro
Melhorar a qualidade de vida das família foi o que estimulou o crescimento da Paraiso. Por isso, desde a sua fundação, a empresa é administrada por Celma e Eugênio Rossato juntamente com seus filhos e com toda equipe de colaboradores.
Melhorar a qualidade de vida das famílias foi o que estimulou o crescimento da Paraiso
A família continua mudando a história da Paraiso, um exemplo que pode ser seguido por outros empreendedores. "A empresa nasceu pequena como o bebê que vestimos e hoje vislumbra um futuro de grandes realizações e oportunidades para o crescimento da economia de nosso país", ressalta Celma.
Capítulo 6: Capital da Moda Bebê
O empreendedorismo de Celma e Eugênio também ganhou parceiros na comunidade. As oportunidades de emprego na economia de Terra Roxa aumentaram em 2004, com o surgimento do Arranjo Produtivo Local (APL). "No início o principal objetivo era resolver o problema de cópia entre as fábricas", explica Celma.
Celma resolveu não apenas os problemas de sua família, mas mudou a economia e a vida das pessoas da cidade de Terra Roxa
Atualmente, o APL transmite aos empresários, informações para melhorar a organização interna, planejar e administrar a linha de produção e até diminuir custos. Para atender a essa quantidade de pedidos são necessários muitos trabalhadores, por isso as empresas empregam 25% da população.
Ao arregaçar as mangas e ir à luta, Celma resolveu não apenas os problemas de sua família, mas mudou a economia e a vida das pessoas da cidade de Terra Roxa. No final dos anos 80 e início da década de 90, o cultivo do café e do algodão eram as principais atividades da população. "A agricultura ainda é a responsável pela maior parte da economia do município. Mas a moda bebê tem uma boa parcela de contribuição", explica Celma.
A Paraiso trouxe emprego para o trabalhador rural, sem que ele precisasse se mudar para a cidade. Dona Margarete Lazari Ciesielski trabalhava na lavoura antes de vir para a empresa, ela costura há 14 anos. "Antes de vir para a Paraiso, trabalhava na plantação de milho, soja e algodão que movimentava a economia da região. Também tínhamos alguns animais para vendermos o leite", conta. "Sempre sonhei em trabalhar com carteira assinada, mas eu pensava que era preciso morar em uma cidade grande para isso", completa.
Dona Margarete ainda mora no mesmo sítio, seu esposo continua cuidando da terra, mas ela garante que não quer trabalhar na lavoura novamente. "A vida do campo é muito sofrida, nem se compara a como vivo atualmente", desabafa.
Capítulo 7: Os produtos
Completando 20 anos de mercado, a qualidade e o detalhe das roupinhas continuam chamando atenção. A matéria-prima e o design agora são modernos, adaptados às últimas tendências.
A moda Paraiso feita para crianças de 0 a 3 anos se destaca nacionalmente, principalmente pela exclusividade dos tecidos e o design das peças que são pesquisados especialmente para os bebês brasileiros.
Para inovar cada vez mais, a responsável pelo departamento de criação, Daiane Rossato participa das principais feiras mundiais, trazendo novas inspirações, tecnologia e as tendências do mercado da moda para bebês.

Capítulo 8: A moda das novelas
Recentemente, a moda da Paraiso pode ser vista nas novelas da Globo. A primeira participação foi em Viver a Vida, onde os macacões da empresa faziam o estilo do personagem "José", sobrinho da protagonista Helena (Taís Araújo). Daí em diante, as peças da marca fazem parte do figurino da maioria dos bebês que passam pela emissora.